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sábado, 18 de junho de 2011

Nutrigenômica x Nutrição


Nutrigenômica é definida como uma ciência que estuda genes específicos e componentes bioativos dos alimentos conjuntamente com suas possíveis interações (LAMPE, 2006), ou seja, o estudo da nutrigenômica determina a influência dos componentes da dieta no genoma humano, tentando relacionar as interações ocorridas com os diversos tipos de fenótipos celulares (MUTCH et al., 2005).

A nutrigenômica surgiu no contexto do pós-genoma humano e é considerada área-chave para a nutrição nesta década. Seu foco de estudo baseia-se na interação gene-nutriente, que pode ocorrer de duas formas: nutrientes e compostos bioativos dos alimentos (CBAs) que influenciam o funcionamento do genoma e variações no genoma que influenciam a forma pela qual o indivíduo responde à dieta (FIALHO, 2008).

O objetivo da nutrigenômica é caracterizar um fenótipo saudável, tornando possível a distinção entre o estado saudável do estado predisposto a adquirir alguma doença, podendo assim intervir com dietas pertinentes ao estado gênico do indivíduo (LAMPE, 2006). Através de dietas personalizadas, com base no genótipo, a ciência visa a promoção da saúde e a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, o câncer, o diabetes, entre outras (FIALHO, 2008).
Os alimentos são dotados de nutrientes e compostos bioativos que desencadeiam efeitos moleculares, benéficos ou não ao organismo, dependendo de quais genes apresentam sua atividade alterada. Os alimentos funcionais, por exemplo, são conhecidos por gerarem benefícios ao organismo; no entanto, este efeito não é similar em todas as pessoas e sim, dependente das características genéticas individuais: um indivíduo pode ser mais suscetível às propriedades funcionais que outro (GARCIA-CASAL, 2007). Nesse sentido, interesse tem sido atribuído à capacidade que nutrientes e estes compostos têm de alterar a expressão gênica.
Nossa alimentação é composta por inúmeras moléculas químicas nutricionais, sendo cada uma capaz de regular diferentes processos biológicos. Por isso, a nutrição é uma verdadeira ciência integradora que está bem posicionada por meio da ciência da nutrigenômica, que busca explorar todas as variáveis em vez de se manter estagnada em conceitos já aceitos (ZEISEL, 2008).
Atualmente, existe grande expectativa em torno da ciência da nutrigenômica, uma vez que com o sucesso dos objetivos propostos, será possível orientar dietas personalizadas. Desta maneira, cada pessoa receberia uma orientação individualizada, que atenderia às suas variadas necessidades fisiológicas.

Uma intervenção nutricional baseada em conhecimentos específicos, como o requerimento individual de acordo com as características genéticas individuais, pode tanto prevenir como auxiliar no tratamento e cura de doenças. Isto porque já se tem o conhecimento de alguns genes que estão diretamente relacionados com o desenvolvimento de doenças, como diabetes, osteoporose, cardíacas, entre outras. Portanto, dependendo do tipo de alimentação esses genes são expressos de maneiras inadequadas, gerando posteriores riscos à saúde (GARCIA-CASAL, 2007).

A nutrigenômica, portanto, vem sendo cada vez mais discutida. Alguns estudiosos denotam os pontos positivos, enquanto outros, os negativos. Lampe (2006) cita que ainda há pouca tecnologia padronizada para tal análise, além de existirem limitações quanto à distinção do grau de benefício ou malefício ocasionado por meio da dieta. Ainda há outros autores que simplificam a discussão, dizendo que a nutrigenômica não é necessária para as intervenções a fim de minimizar os riscos de doenças e que a melhoria da saúde pública seria mais efetiva se os esforços fossem focados na mudança de comportamento alimentar da população.

Apesar de todos os pós e contras, há expectativas de que em um futuro muito próximo as novas pesquisas forneçam informações suficientes para agregar inovações no ramo de intervenções nutricionais otimizadoras da homeostase metabólica de acordo com constituição genética individual (PALOU, 2007).

Fonte: RG Nutri

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feliz Páscoa!!!

                                                      

Do ponto de vista nutricional, o chocolate pode ser considerado nutritivo desde que consumido com moderação. É fonte de proteínas, carboidratos, gorduras, cálcio, ferro, fósforo e potássio.
O problema está na grande quantidade de calorias derivadas da gordura e açúcar. Para se ter idéia, comer 100 gramas de chocolate ao leite é a mesma coisa que comer um Hambúrguer com batatas fritas pequenas e um copo pequeno de coca-cola.

O chocolate é considerado o alimento que causa mais impacto no estado de humor, e talvez esse seja um dos motivos que o leve a ser o mais aceito em todo o mundo.

Já encontramos no mercado a opção de ovos light com redução de 25% nas calorias.
Já os ovos de chocolate diet, são isentos de sacarose, ideal para os diabéticos, porém as calorias são as mesmas, pelo fato de ser composto por uma quantidade maior de gordura hidrogenada.
Para as pessoas com intolerância à lactose e glúten, foi lançado no mercado um ovo a base de soja e isento de glúten.
 
A seguir vamos dar dicas para você não exagerar no consumo de chocolates durante a Páscoa.

- Coma devagar e não devore o ovo inteiro em um só dia, pois o estômago não consegue digerir todo o açúcar presente no chocolate, e com isso o manda para o intestino, onde as bactérias vão agir. Como a fermentação desencadeada por elas gera compostos estranhos, o corpo manda água ao local para dissolvê-los. Tudo isso leva a pessoa a ter diarréia;

- além de ser muito rico em gorduras e açúcares simples, também possui cafeína, substância presente no café e chá preto, e que quando ingerida em grande quantidades causa irritabilidade e aceleração no metabolismo;

- prefira o chocolate amargo ou ao leite, porque ambos trazem benefícios ao organismo. Evite consumir chocolate branco, que por não conter massa de cacau acaba não proporcionando benefícios;

- opte pelo ovo de páscoa pequeno. Fuja dos ovos com avelãs, mousse, marshmallow e crocante pois eles engordam muito mais.
 
 
                                            Não esqueçamos do verdadeiro e maior sentido da Páscoa:
                                                   Jesus ressuscitou e está Vivo em Nosso meio!!!!
                   

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alimentos funcionais!!!



A sociedade moderna tem se tornado cada vez mais complexa, modificando os padrões de vida. As pessoas freqüentemente mostram sintomas de cansaço, depressão e irritação, ou mais comumente uma forma de estresse. Apesar disto, a baixa incidência de doenças em alguns povos chamou a atenção para a sua dieta. Os esquimós, com sua alimentação baseada em peixes e produtos do mar ricos em ácidos graxos poliinsaturados das famílias ômega 3 e 6, têm baixo índice de problemas cardíacos, assim como os franceses, devido ao consumo de vinho tinto, o qual apresenta grande quantidade de compostos fenólicos. Os orientais devido ao consumo de soja, que contém fitoestrogênios, apresentam baixa incidência de câncer de mama.
Nestes países, o costume de consumir frutas e verduras também resulta numa redução do risco de doenças coronarianas e de câncer, comprovada por dados epidemiológicos.
“Os alimentos funcionais fazem parte de uma nova concepção de alimentos, lançada pelo Japão na década de 80, através de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida” (ANJO, 2004).
Os vários fatores que têm contribuído para o desenvolvimento dos alimentos funcionais são inúmeros, sendo um deles o aumento da consciência dos consumidores, que desejando melhorar a qualidade de suas vidas, optam por hábitos saudáveis.

Os alimentos funcionais devem apresentar propriedades benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos comuns. São consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de regular funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão,diabetes, câncer, osteoporose e coronariopatias, depressão e etc.. Alimentos funcionais são todos os alimentos ou bebidas que, consumidos na alimentação cotidiana, podem trazer benefícios fisiológicos específicos,graças à presença de ingredientes fisiologicamente saudáveis.
Confira:

Alimentos
Componentes ativos
Propriedades funcionais


Soja e derivados
Isoflavonas



Proteína da Soja
Ação estrogênica (reduz sintomas da menopausa ) e pode levar a prevenção de alguns tipos de câncer.

Reduz níveis de colesterol
Peixes como sardinha, salmão, atum, anchova, truta.
Ácidos graxos Ômega 3
Redução de LDL- colesterol e ação antiinflamatória.
Óleos de linhaça, soja, nozes, amêndoas, castanhas e azeite de oliva
Ácido graxo poliinsaturado – (linoléico)
Estimula o sistema imunológico, tem ação antiinflamatória e pode reduzir o risco de doença cardiovascular.
Azeite, óleo de canola, azeitonas, abacate e frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas)
Ácido graxo monoinsaturado (oléico)

Ação antiaterogênica, anticancerígena, imunológica, hipotensora

Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, uva roxa, mirtilo e vinho tinto
Catequinas e resverastrol
Podem prevenir certos tipos de câncer,
inibem a agregação plaquetária, reduzem o colesterol e estimulam o funcionamento do sistema imunológico
Tomate e derivados (molho de tomate, suco de tomate), goiaba vermelha, pimentão vermelho e melancia (frutas avermelhadas)
Licopeno

Ação antioxidante, reduz níveis de colesterol e podem prevenir o risco de certos tipos de câncer, principalmente o de próstata
Folhas verdes em geral
Ação antioxidante
Protegem contra degeneração macular
(alterações na visão)
Cenoura, manga, abóbora, pimentão vermelho e amarelo, acerola e pêssego (frutas alaranjadas)

Betacaroteno
Precursor da vitamina A


Ação hipotensiva
Couve-flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete e mostarda

Indóis e isotiocianatos

Indutores de enzimas protetoras que podem proteger contra alguns tipos de câncer, principalmente o de mama
Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja e salsa
Flavonóides

Podem prevenir o risco de certos tipos de câncer.
Ação vasodilatadora, antiinflamatória e antioxidante
Aveia, centeio, cevada, leguminosas (feijões, ervilha, lentilha), frutas com casca
Fibras solúveis e fibras insolúveis

Podem auxiliar na redução do risco para câncer de cólon e o bom funcionamento intestinal
Auxiliam no controle da glicemia (fibras solúveis) e aumentam a sensação de saciedade
Alho e cebola Sulfetos alílicos

(alil sulfetos)
Podem auxiliar na redução de colesterol, pressão sangüínea, do risco para câncer gástrico e auxiliar os processos do sistema
Imunológico.
Linhaça, noz-moscada
Ligninas
Podem auxiliar na inibição da formação de alguns tipos de tumores
Maçã, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja

Taninos
Ação antioxidante, anti-séptica e vasoconstritora
Óleos vegetais
Estanóis
Podem auxiliar na redução de doenças cardiovasculares
Leites fermentados, iogurtes e outros produtos lácteos fermentados
Probióticos – bifidobactérias e lactobacilos

Favorecem funções gastrointestinais, com redução de obstipação e podem auxiliar na prevenção do câncer de cólon
Vegetais como chicória, alcachofra

Prebióticos – frutooligossacarídeos
Ativação da microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tensão Pré-menstrual


 

                   

Suplemento alimentar pode aliviar sintomas da TPM, diz estudo

Cápsula com ácidos graxos reduziu em até 74% os efeitos da tensão.


O fim da tensão pré-menstrual (TPM) pode estar mais próximo. Um estudo feito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) renova a esperança de quem convive com o problema. Segundo os pesquisadores, ingerir uma cápsula de ácidos graxos por dia é capaz de reduzir em mais da metade os sintomas.

Os ácidos graxos são um tipo de gordura essencial para o organismo, mas não são produzidos pelo corpo humano. Estão presentes em quantidade reduzida em alimentos como peixes, óleos de linhaça, de fígado e de bacalhau. Por isso, alguns médicos os recomendam em forma de suplemento na dieta.

Participaram do estudo 120 mulheres entre 17 e 37 anos diagnosticadas com o problema. Elas foram acompanhadas durante oito meses: dois antes do início do tratamento e seis durante a ingestão das cápsulas. Um grupo recebeu uma pílula com 1 grama de ácidos graxos, outro recebeu 2 gramas e o terceiro tomou placebo. Além disso, diariamente as voluntárias preenchiam uma escala de marcadores para descrever a intensidade dos sintomas.

Ao final do período, todos os grupos tiveram melhora, sem apresentar alteração nos níveis de colesterol: o primeiro grupo afirmou ter reduzido os sintomas em 64%, o segundo grupo em 74% e o terceiro, em 16%. "Os primeiros sinais de melhora surgiram depois de três meses e não houve relato de efeitos colaterais", afirmou Edilberto Rocha Filho, autor do estudo e médico-assistente do Departamento de Ginecologia da UFPE.


Alimentação

Sintomas mais comuns e sua relação com os alimentos a TPM é reconhecida atualmente como um problema hormonal, que afeta as mulheres no periodo de aproximadamente 10 dias antes da menstruação, com alguns sintomas caracteristicos de irritabilidade, nervosismo, ansiedade, mudanças de humor, depressão, retensão hidrica, dores nas mamas, insônia, dor de cabeça, compulsão alimentar e desejos por doces. A deficiência de alguns micronutrientes pode causar  TPM, e os sintomas podem ser minimizados através da alimentação e suplementação de minerais e vitaminas. Sabe-se também que a desregulação da insulina pode causar alteração em todos os hormônios, inclusive nos hormônios sexuais. A necessidade aumentada de ingestão de chocolates e doces tem causa fisiológica e também nutricional: como a mulher fica mais instável emocionalmente pela diminuição de serotonina, que é o neurotransmissor responsável pelo bem-estar e tranquilidade, os doces oferecem indiretamente um precursor desse hormônio, dando sensação de saciedade e calma. Entretanto, a cafeína e o açúcar presentes no chocolate aumentam a irritação e a retensão hidrica.
Para controlar a vontade de comer doces, não fique muito tempo com o estômago vazio. Tente fazer pequenas refeições a cada 3 horas, abusando das frutas. Durante a TPM, evite consumir café, chá preto, mate, guaraná, refrigerantes a base de cola e alimentos industrializados. Esses alimentos contém aditivos quimicos que aumentam as crises de dor de cabeça e desidratar o organismo. Evitar bebidas que contenham açúcar ou sabeor muito doce. Além de estarem relacionadas com o aumento da TPM, também induzem a retenção de sódio, que por sua vez causará a expansão do volume da célula, inchaço abdominal e mamário. Além disso, reduzir a ingestão de sal, pois está relacionado a retenção de liquidos e ao ganho de peso, característicos dessa fase.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Curiosidades!!!





Você sabia:

... que o azeite de oliva extravirgem é rico em compostos fenólicos que lhe conferem propriedades antiaterogênicas, antiinflamatórias e antioxidantes?
... que o composto fenólico mais "característico" do azeite de oliva se chama oleuropeína?
... que a castanha do Pará, conhecida internacionalmente como "Brazil nut", é uma importante fonte de selênio (mineral antioxidante)? Vários estudos demonstram que a ingestão suplementar de apenas 1 castanha diariamente - em torno de 5 g - é suficiente para aumentar os níveis séricos de selênio e a atividade da glutationa peroxidase (uma enzima dependente de selênio que faz parte da defesa antioxidante do organismo).
... que, além do licopeno, o tomate contém ácido ferúlico, que preserva os neurônios da degeneração provocada pelo stress oxidativo, protegendo contra o Mal de Alzheimer, a Doença de Parkinson e a demência senil?
... que a aveia é muito rica em fibras solúveis, especialmente beta-glucanas, e que elas lhe conferem propriedades que auxiliam no controle da hipertensão arterial, dislipidemias e diabetes mellitus, além de modular a resposta imunológica intestinal?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Transtornos alimentares


O que são transtornos alimentares?

Os transtornos alimentares prevalecem sobretudo entre raparigas adolescentes e jovens adultas, mas cerca de 5 a 10% dos casos ocorrem com rapazes. As vítimas sentem-se normalmente impotentes em relação às suas vidas, sofrem de baixa auto-estima e têm uma fraca imagem do seu corpo. Usam a comida – seja a restrição da comida ao ponto de passarem fome, o ou excesso de comida ao ponto de ficarem obesos –, como forma de ganhar controlo sobre alguns aspectos das suas vidas.
Algumas formas comuns de transtorno alimentar: a Anorexia Nervosa é uma condição em que as pessoas restringem a ingestão de comida, às vezes para valores tão baixos como 300 calorias por dia; a Bulimia Nervosa caracteriza-se por períodos de indulgência em grandes quantidades de comida para depois vomitar ou usar laxantes para eliminar a comida do corpo; o Transtorno de Compulsão Alimentar e excesso compulsivo de alimentação ocorre quando as pessoas comem em demasia mas não purgam a comida e ganham peso em excesso e a Ortorexia é a obsessão doentia por alimentação saudável, o que em excesso e não regulado pode ser prejudicial. Qualquer um destes transtornos alimentares tem consequências nutricionais muito graves e um forte impacto na saúde dos indivíduos.

Nutrição para transtornos alimentares

Uma boa nutrição é essencial a todos e especialmente às pessoas em recuperação de um transtorno alimentar. Primeiro, certifique-se de que a pessoa com o transtorno foi avaliada por um médico qualificado e que se encontra num plano de tratamento. Uma terapia nutricional de um dietista credenciado, aliada a psicoterapia e farmacologia ou formas variadas de medicina alternativa, pode ajudar uma pessoa em recuperação de um transtorno alimentar.
Parte de um plano de tratamento eficaz consiste em ajudar a pessoa a regressar a um padrão de alimentação saudável. O corpo de uma pessoa que tem passado fome está num estado terrível e precisa de alimentos nutritivos para recuperar energia, restabelecer o equilíbrio químico e melhorar a clareza mental.
Os seguintes alimentos podem ajudar na recuperação de um transtorno alimentar:
● Alimentos integrais concedem nutrientes que revitalizam o corpo. O pão de centeio integral, arroz integral, fruta e legumes frescos e carnes magras darão aos corpos desgastados um aumento de energia. As comidas processadas oferecem açúcar, xarope de milho com alto teor de frutose, gordura, cereais refinados e muito pouco no que diz respeito a nutrientes;
● O cálcio presente em produtos lácteos magros e vegetais folhados ajudam a fortalecer os ossos e os dentes. As dietas excessivas roubam cálcio aos ossos, tornando-os frágeis. As jovens que sofrem devido a um transtorno alimentar mostraram ter uma massa óssea semelhante à de mulheres idosas. Para além do mais, vomitar em excesso destrói o esmalte dos dentes;
● Carnes magras, legumes e peixe proporcionam as proteínas necessárias das quais um corpo mal nutrido precisa;
● Os ácidos gordos do Ómega 3 encontrado no peixe, ovos e nozes, estimulam o coração. Quem sofre de anorexia corre o risco de ter problemas cardíacos e arritmia cardíaca pois o corpo não tem gordura suficiente para sustentar o funcionamento cardíaco;
● Os líquidos e sódio da água e bebidas desportivas são necessários para restabelecer o desequilíbrio de electrólitos e restituir a perda de água devido à desidratação provocada por vomitar em excesso, ou pelo uso de laxantes e de diuréticos.
Os atletas que sofrem de transtornos alimentares precisam de aconselhamento nutricional especializado. Desportos como a luta livre, corrida, ballet e ginástica, que dão ênfase a corpos magros e tonificados, apresentam um número excepcionalmente elevado de praticantes com transtornos alimentares. Estes atletas restringem a comida, têm um índice de massa corporal muito baixo, abusam de bebidas proteicas e suplementos e tentam perder o peso da água com diuréticos e saunas.
Os atletas devem concentrar-se numa alimentação baseada em alimentos em vez de suplementos, carbonatos e gorduras para a energia, proteínas para os músculos, fluidos e electrólitos adequados, e vitaminas e electrólitos para manter a performance e o equilíbrio nutricional.

Porquê usar a nutrição para prevenir transtornos alimentares?

As práticas de boa nutrição podem ajudar a prevenir transtornos alimentares. Os jovens vão buscar a sua imagem corporal e auto-estima ao mundo que os rodeia. Envolver as crianças na preparação da comida e ensinar-lhes a reconhecer imagens corporais realistas pode prepará-las para hábitos saudáveis que podem ser-lhes úteis ao longo da vida.
Ajude-os a focarem-se na boa saúde e alimentos saudáveis em vez do seu peso e do que a balança diz. As crianças podem ser atarracadas mas saudáveis se comerem alimentos correctos e fizerem exercício. Ensinem as crianças a comer quando têm fome e não por razões emocionais. Deixe-as saber que não há nenhuma boa razão para terem de passar fome. Não critique o peso de uma criança nem se queixe do seu tamanho. Desenvolva previamente planos de comida saudável e mantenha-se firme na sua prossecução.
Procure sinais de aviso que possam indicar que uma pessoa jovem possa estar a caminho de uma transtorno alimentar: contar obsessivamente as calorias de tudo o que come, só comer “dieta” ou alimentos baixos em gordura, dizer que está gorda quando de facto está muito magra, abusar de laxantes, pesar-se constantemente e fazer exercício em excesso.